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Clipping Pessoal

Reportagem da Rural Centro é finalista do Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo

Autora: Rebecca Arruda/Rural Centro
Publicado em 21/09/2012

premiomasseyA matéria começa assim “Exótico, bonito, elegante…”, à primeira vista o leitor pode ter a ideia que se trata de um texto sobre moda ou coisa do tipo, mas é logo ali, ao final da primeira frase que encontramos o motivo de tantos adjetivos, o nelore pintado. Rica em detalhes – desenvolvida por alguém que parece dominar o assunto – e muito bem escrita, a matéria História da Raça: Nelore Pintado é finalista do Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo 2012. O autor, Andriolli Costa, a escreveu no período em que integrava o time de comunicação da Rural Centro e agora tem a chance de disputar um prêmio julgado por profissionais renomados da área da comunicação e agronegócio brasileiros.

Para chegar à final – que acontece em Porto Alegre no próximo dia 4 de outubro – a reportagem disputou com quase 300 inscritos, entre jornalistas que elaboraram as melhores reportagens nas categorias jornal, revista, TV, internet, fotojornalismo, estudantes e Mercosul. O Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo está em sua 11ª edição e consagrou-se como símbolo de reconhecimento máximo dos talentos do jornalismo do agronegócio brasileiro.

A iniciativa traz – além do reconhecimento expressivo para a carreira do jornalista – um polpudo cheque de R$ 10 mil. Com o excelente trabalho desempenhado por comunicadores da área de agronegócio, o Brasil sai ganhando e carimba a marca de uma das maiores potências agropecuárias mundiais.

Para contar um pouco sobre a origem da reportagem e a expectativa de ser o próximo jornalista premiado pela Massey Ferguson, entrevistamos o autor da matéria – atualmente ele mora em Florianópolis, Santa Catarina, onde estuda mestrado em jornalismo.

Rural Centro: Quando começou seu interesse pelo jornalismo rural?
Andriolli Costa: As minhas primeiras experiências com o jornalismo rural aconteceram ainda durante o período de estágio. Em 2010 eu estava na assessoria do Sebrae/MS e era o estagiário responsável pelas matérias sobre empreendedorismo rural. Apesar de ter família com um pé no campo – meus avós são pequenos produtores rurais – eu nunca antes havia tido interesse pela área, mas, aos poucos, fui tomando gosto e descobrindo as possibilidades desse tipo de jornalismo. Depois que o estágio acabou fui para o jornal O Estado (impresso de Mato Grosso do Sul), cobrir economia e agronegócios e mais tarde, quando sai do jornal, comecei e trabalhar na Rural Centro.

RC: Como foi sua passagem pela Rural Centro?
Andriolli Costa: Mesmo que curta, foi bastante marcante para a minha carreira. Eu deixei o jornalismo impresso porque não estava satisfeito com meu trabalho. O formato da redação de jornal, cada vez mais enxuta e sobrecarregada, não permitia que eu atingisse a qualidade que eu desejava com minhas matérias e eu me sentia repetindo fórmulas e formatos. Encontrei na Rural Centro um espaço de liberdade e de valorização da criatividade para a produção de um jornalismo de qualidade, e ser finalista desta premiação é a prova de que não era apenas uma impressão que eu tinha. Um dos grandes exemplos disto foi a criação das séries de reportagens semanais, sugestões minhas e que foram imediatamente apoiadas pela gerência. Uma grande satisfação para mim foi ver que, mesmo após a minha saída, as séries continuaram sendo produzidas e outras novas foram criadas. É como se meu trabalho estivesse em continuidade, e não morrido com a minha partida. Isso me faz sentir não somente um ex-funcionário, mas também parte integrante da história da empresa.

RC: Quais são suas expectativas agora que disputa um prêmio aclamado na categoria do agronegócio?
Andriolli Costa: O prêmio Massey Ferguson é uma premiação anual voltada aos jornalistas do Mercosul. Ele engloba diversas categorias como internet, revista, impresso, fotografia, entre outros. Ano passado eu participei com uma matéria que fiz ainda no estágio, mas não fui aprovado. Este ano, quando o concurso abriu novamente as inscrições, a organização enviou um e-mail para todos os participantes das edições anteriores convidando-os a inscrever novas matérias. Como eu tinha produzido umas matérias bem legais no período em que fiquei na Rural Centro, escolhi a “História da Raça: Nelore Pintado” para participar porque achei o tema mais curioso e chamativo. A organização foi nos atualizando aos poucos sobre as novidades do prêmio e como havia 300 inscritos este ano eu não esperava ganhar. Quando recebi o e-mail informando que sou um dos finalistas na categoria internet fiquei extremamente feliz. Saber que meu trabalho é competitivo em âmbito nacional me deixou bastante orgulhoso.

Diversidade de temas
De acordo com a assessoria de imprensa da empresa AGCO, responsável pela organização do evento, este ano só na categoria internet foram 46 reportagens inscritas. De uma maneira geral não há especificidade em relação aos temas abordados. Ainda segundo a assessoria, foram inscritas matérias que falam do segmento do agronegócio como um todo, desde as que falam apenas sobre pecuária, passando pela agricultura até atingir uma abordagem ampla do cenário agropecuário nacional. Os temas são bem diversificados, tanto, que na disputa desse ano há, inclusive, uma matéria da Agência de Notícias Brasil Árabe – (ANBA).

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Sobre Andriolli Costa

Jornalista sul-mato-grossense em terras gaúchas. Atua principalmente nas áreas de jornalismo científico, cultural, rural e com estudos de Jornalismo.

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