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Curta-metragem para internet retrata lenda da fronteira

Por: Assessoria

Quase quatro anos após o término das filmagens, o curta-metragem Enterros tem sua estreia virtual nesta segunda-feira, 08 de junho. O filme, inspirado no imaginário da fronteira sul-mato-grossense, retrata a busca de dois amigos por um lendário tesouro enterrado. No trajeto, entretanto, os companheiros passam a suspeitar um do outro, e o esperado final feliz parece cada vez mais distante.

Enterros é estrelado por Edson Galvão e Márcio Higo. Os atores, e todos os envolvidos na produção, foram participantes do projeto “Mídias Contemporâneas, Narrativas Populares”, realizado pelo Pontão de Cultura Guaicuru em 2010. Após o fim das oficinas, o grupo se desagregou, e o projeto ficou engavetado até agora, quando foi postado no YouTube.

O ânimo para finalizar o filme veio do jornalista Andriolli Costa, que dirigiu e escreveu o roteiro escolhido pelo grupo. “Eu comecei a fazer outra oficina de cinema, desta vez no Rio Grande do Sul, e mais uma vez o pessoal apostou em um projeto meu. Isso me empolgou a finalizar Enterros de uma vez por todas”. Seu novo curta-metragem, O Colecionador de Sacis, deve ser rodado no próximo fim de semana.

Lenda
Andriolli conta que se inspirou em relatos jornalísticos para criar a história que move Enterros. “No Paraguai, é comum encontrar notícias envolvendo a busca por tesouros enterrados – que eles chamam de plata yvyguy”. Pessoas de todas as classes sociais se acidentam, cometem crimes e até morrem na tentativa de encontrar o ouro prometido. “Essas histórias também chegam ao Mato Grosso do Sul, povoando o imaginário da fronteira de riqueza e mistério”.

As versões para a lenda são muitas, mas todas remetem ao período da Guerra contra o Paraguai, que assolou o País de 1864 a 1870. Alguns dizem que Solano López reuniu o tesouro nacional e mandou ocultá-lo embaixo da terra. Outros dizem que o ouro perdido pertencia a sua esposa, a irlandesa Madame Lynch. Há ainda relatos de que os próprios paraguaios enterravam suas fortunas pessoais, na esperança de reavê-las depois da Guerra.

O componente fantástico acrescenta que o local do enterramento é indicado em sonhos para alguns poucos escolhidos, ou então na forma de bolas de luz que aparecem em plena noite. No Paraguai, outro indício é a presença de um cachorro branco sem cabeça. Mas tem um detalhe: só encontra o tesouro quem tiver coração puro.

Assista ao curta-metragem no YouTube pelo link: http://bit.ly/Enterros

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Sinhozinho – Em Busca do Profeta

Em meados da década de 40, a cidade de Bonito/MS era o teatro de dois fantásticos personagens que se arraigaram na cultura local. De um lado, o banditismo do bando de Silvino Jacques marcava uma época de terra sem lei — quase um western pantaneiro. Ao mesmo tempo, o profeta mudo Sinhozinho reunia devotos e pregava a palavra, realizando milagres e gerando lendas e histórias que permanecem até hoje no imaginário da cidade.

E foi numa busca por essas histórias que a repórter Laryssa Caetano garimpou seus depoimentos. Difícil mesmo foi separar real do fantástico, quando mito e memória se tornam uma coisa só. Sabemos que o Sinhozinho existiu, e que deixou presenças físicas na cidade. As cruzes espalhadas por Bonito, a Capela — até hoje zelada com carinho — e a memória daqueles que em sua juventude rezaram de joelhos em frente a figura religiosa deixam isso claro. No entanto, ele também deixou marcas imateriais na vida do povo daquele local, que repassa até hoje as histórias de “ouvi dizer”.

Dizem, por exemplo, que o profeta era a reencarnação de São João Batista. A vida regrada, os carneirinhos que o acompanhavam e a alimentação minimalista — água, peixe e mel (e a mandioca, para dar um tom brasileiro) — realmente lembram o personagem bíblico. Diferente do santo, porém, o Sinhozinho não batizava ninguém. Era mudo, e só se comunicava por senhas (gestos). Mais do que isso, deixava a mostra apenas um braço;  o outro vivia escondido. O povo conta que era todo atrofiado. Ainda assim, arrebanhava multidões para as pregações silenciosas, curando doentes e incentivando os fiéis a plantar e colher. Um diálogo direto com o movimento messiânico, com representantes como Padre Cícero, Beato João Maria ou Antônio Conselheiro.

Tal como os nomes citados acima, o Sinhozinho também teria chamado a atenção — negativa — do Estado, que teve que tomar suas providências. Dizem que a perseguição ao profeta foi incentivada por farmacêuticos, que viam seu negócio às moscas graças aos milagres realizados. Outros afirmam que a ação da prefeitura era inevitável, já que as pessoas estavam fora de sua razão e já nem trabalhavam mais, apenas rezavam dia e noite. Seja qual for a versão correta, certamente uma força capaz de reunir tantos seguidores fiéis ao seu redor não era nada interessante para governante algum.

Antes de morrer — ou desaparecer, como pregam alguns — o Sinhozinho realizou a sua maior façanha. O profeta teria prendido, numa gruta da cidade, uma gigantesca serpente. Para selar o monstro, plantou na frente do local uma santa cruz, e espalhou diversas outras pelas casas da cidade. A cobra um dia irá se soltar, mas o povo conta que onde a cruz do Sinhozinho estiver presente, a besta não poderá infligir nenhum mal.

Hoje, quase 70 anos depois, a maioria das cruzes já desapareceu. Foram se perdendo com o tempo, ou depredadas por novos moradores que iam chegando. A própria santa cruz em frente ao morro da cobra foi uma das mais avariadas. Mesmo com a partida do Sinhozinho, a fama de milagreiro permanece na cidade, e muita gente buscava uma lasca da cruz para preparar um chá ou remédio para curar as dores do corpo, até o ponto do objeto quase não se manter mais em pé. Se quando isso finalmente acontecer a serpente realmente irá sair para aniquilar a cidade não há como saber. O fato é que quando cair a última cruz do Sinhozinho, terá morrido para sempre um pedaço da história do município de Bonito.

Publicado na Revista Poranduba
Texto e edição:
Andriolli Costa
Captação:
Laryssa Caetano
Arte:
Alexandre Barroso

Festa da Farinha de Anastácio

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Vídeo para a matéria Festa da Farinha de Anastácio: Reduto Nordestino em MS
Revista Eletrônica Poranduba
Filmagem: Laryssa Caetano
Edição: Andriolli Costa

Trilha: Xote da Inocência. (Lailton Araújo / Marisa Serrano ). Disponível em Overmundo.

Outro Olhar: São João de Corumbá

Andriolli Costa / Revista Poranduba
Publicado em 28/06/2011

Aqueles acostumados às grandes festas juninas – como as de Pernambuco ou da Paraíba – podem ter, a primeira vista, uma visão errada do Arraial do Banho de São João, em Corumbá/MS. Mesmo com as 40 mil pessoas que estiveram no Porto Geral na noite do dia 23 para 24 de julho, dividindo sua atenção entre a descida dos andores, as barraquinhas de comida e as atrações musicais, é incorreto enxergar o evento como uma grande festa que une a cidade inteira. Mais do que isso, ele é uma soma de dezenas de pequenas e médias festas, que tem seu momento de encontro na ladeira Cunha e Cruz em direção à prainha do Rio Paraguai.

Um andor pode ser acompanhado por uma multidão de mais de 300 pessoas, descer ao som de uma banda própria e até ser iluminado por velas ou lanternas de papel. No entanto, também pode descer silencioso, quase solitário, embalado pela cantoria em voz baixa de um casal de fiéis, em sua singela demonstração de fé ao santo. Para contagiar mesmo os pequenos no clima da festa, a organização do evento apresentou uma solução: não importa o tamanho do cortejo, cada andor que desce a ladeira é recebido pelas três bandas de “cururuzeiros” – músicos de sopro — espalhadas pela descida, que entoam incessantemente, embora de maneira desencontrada, a mesma melodia.

Se São João soubesse
Que hoje era seu dia
Descia do céu a terra
Com prazer e alegria

Acompanhando os músicos, um vento frio também soprou durante a festa inteira, e conforme a noite avançava os homens pouco a pouco se rendiam. Espertos, os vendedores negociavam e levavam até os músicos uma ou outra bebida para esquentar o espírito. “Ih, lá vem o andor! Bebe depois, que ele quer filmar”, ouvi mais de uma vez, enquanto também me cansava subindo e descendo a ladeira atrás dos andores com cada vez menos frequência – até encerrar o expediente pouco depois das 23h e, finalmente, ir visitar uma das inúmeras barraquinhas de comida ao longo do Porto Geral.

“Aquilo lá virou puro comércio”, comenta o mototaxista que me levou para a festa. Dizendo-se corumbaense nativo, ele relembra o costume que acompanhou desde criança. “Antigamente o Arraial era para o povo, tinha comida para todo mundo e era tudo distribuído. Hoje, você paga por tudo!”, reclama.

Assim como ele, para muitos, a festa já foi institucionalizada – e capitalizada – demais. É a opinião do professor de história da UFMS de Corumbá, Marco Aurélio Machado, que afirma – no caso – falar não como pesquisador, mas como um festeiro que carrega o andor há mais de 18 anos. “Para mim, não é a festa de São João que representa a cultura popular corumbaense, mas sim a de São Pedro, no dia 29”, propõe. Na data, a população dos bairros ribeirinhos enchem os bares das comunidades para comer, beber e dançar. Ainda que integre o calendário de eventos de Corumbá, de acordo com o professor, essa é uma manifestação que ainda não teria sido tomada pelo poder público.

Voltando a vaca fria, atualmente o caráter comunitário do Arraial de São João é restrito aos bairros, nas festas na casa de cada um dos festeiros. Depois da descida do andor, por exemplo, Epifânia Bastos – a Dona Preta – vai oferecer um churrasco para todos os seus convidados. “Eu só não dou a bebida, mas quem quiser leva e a gente festa a noite inteira”, relata. Já na casa de Alfredo Ferraz, o jantar será algumas panelas de arroz carreteiro e cachorro quente para as crianças.

“Agora nós vamos rezar. Vamos cantar parabéns para São João e só depois comer”, pontua Alfredo com tranquilidade. “Essa mesa é para os adultos e a de trás é para as crianças. O que sobrar vocês podem levar para casa. É de vocês, e eu não faço questão”, finaliza. Palavras de quem, desde bastante criança, já testemunhou brigas, fofocas e discussões o suficiente para ficar vacinado. Mais do que isso, palavras também de quem conhece sua comunidade: quinze minutos depois, não havia migalha sobre a mesa, e as pessoas enchiam potes e sacolas sem qualquer cerimônia.

Alfredo e Epifânia são festeiros: organizadores da Festa de São João em suas respectivas comunidades. Ainda que não se conheçam, suas vidas caminham em situações convergentes. Ela, com uma bagagem de 63 anos preparando o santo para o batismo, procura em uma das netas – ainda sem sucesso – sua sucessora na organização da festa. Ele, por sua vez, aos 22 anos, acaba de assumir a tradição que iniciou com seu avô, e se depara com todas as dificuldades de organizar o evento para a sua comunidade.

– E vale a pena Alfredo?

“Com certeza”, responde, sem nem chegar a pensar. “Primeiro pelo Santo, que é muito milagroso, que sempre advoga pelas nossas causas. Segundo por que eu fico feliz vendo o povo se divertindo, a fé nas crianças e nos adultos. Só isso compensa tudo o que a gente faz”, finaliza.

Se a energia do jovem festeiro durar tanto quanto vem durando a de Dona Preta, o Banho de São João em Corumbá estará em boas mãos. Pelo menos até a próxima geração.

Pantanal Ecoturismo – Festa de São João de Corumbá passa hoje na TV Brasil

Fonte: Pantanal Ecoturismo

Mato Grosso do Sul será representado por Corumbá na noite desta sexta-feira (24) na TV Brasil. A cidade, palco da maior festa de São João do Estado – tradicional pela centenária descida de andores na ladeira Cunha e Cruz – faz parte da reportagem especial da rede de televisão sobre as festas juninas no país.

“É um contraponto muito importante mostrar uma festa tão tradicional no Centro-Oeste neste período, já que a maioria das atenções se voltam para o Nordeste”, analisa o jornalista da TV Brasil, Guilherme Strozi.

A matéria vai ao ar no programa Repórter Brasil, dentro do quadro Outro Olhar, a partir das 21 horas, no horário de Brasília. Em Campo Grande, a TV Brasil Pantanal é transmitida pelo canal 4, da TV Paga. Também é possível acompanhar online a programação ao vivo pelo endereço: http://tvbrasil.org.br/webtv/

A reportagem foi produzida e filmada pelos jornalistas Andriolli Costa e Laryssa Caetano, da Revista Eletrônica Poranduba. (http://www.revistaporanduba.com.br)

Orquestra Municipal de Campo Grande – Mercedita

A orquestra municipal de Campo Grande (e músicos convidados) realizou no dia 13 de maio de 2011 o concerto Che Trompo Arasa, em comemoração ao bicentenário da independência paraguaia. Desta vez, a música executada é a clássica Mercedita.

Para mais informações sobre a cultura popular de MS e da fronteira acesse a Revista Eletrônica Poranduba.

Captação: Canon Rebel EOS T2i, lente 18-55 mm com microfone externo e tripé.

Orquestra Municipal de Campo Grande – Índia

A orquestra municipal de Campo Grande (e músicos convidados) realizou no dia 13 de maio de 2011 o concerto Che Trompo Arasa, em comemoração ao bicentenário da independência paraguaia. Na ocasião, o músico Benites, da dupla Jandira e Benites, foi convidado para cantar essa versão da clássica Índia.

Para mais informações sobre a cultura popular de MS e da fronteira acesse a Revista Eletrônica Poranduba.

Captação: Canon Rebel EOS T2i, lente 18-55 mm com microfone externo e tripé.

O Encontro dos Andores – Banho de São João em Corumbá

Na véspera da noite do dia 24 de junho acontece a festa do Banho de São João de Corumbá. Dezenas de festeiros descem a ladeira Cunha e Cruz carregando os andores até o porto geral, onde o santo é banhado nas águas do rio Paraguai. Banho tomado e de alma lavada, começa a festa para a família de dona Preta.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Reportagem e captação: Laryssa Caetano
Edição: Andriolli Costa

Mais informações: www.revistaporanduba.com.br

Repórter UFMS Completo

1º parte do telejornal experimental Repórter UFMS, produzido pelos acadêmicos Andriolli Costa, Fernanda Kintschner e Lucas Marinho. Confira o perfil dos lancheiros Baiano e Carlinhos e entrevista com o diretor-presidente da Agetran, sobre a situação dos ônibus da Capital.

3ª parte do telejornal experimental produzido pelos acadêmicos Andriolli Costa, Fernanda Kintschner e Lucas Marinho. Neste video, conheça mais sobre o trabalho dos detetives particulares em Campo Grande. Veja também a primeira parte da matéria sobre Hipnose Clínica e a continuação da série “Eu no Ônibus”, em que acompanhamos uma funcionária pública voltando pra casa às 5 da tarde.

3ª parte do telejornal experimental produzido pelos acadêmicos Andriolli Costa, Fernanda Kintschner e Lucas Marinho. Neste video, conheça mais sobre o trabalho dos detetives particulares em Campo Grande. Veja também a primeira parte da matéria sobre Hipnose Clínica e a continuação da série “Eu no Ônibus”, em que acompanhamos uma funcionária pública voltando pra casa às 5 da tarde.

Última parte do telejornal experimental produzido pelos acadêmicos Andriolli Costa, Fernanda Kintschner e Lucas Marinho. Confira neste nosso último bloco a continuação da matéria sobre Hipnose Clínica. E também: Conheça mais sobre as torcidas organizadas na capital; a Pavilhão 9, a Mancha Verde e a Raça-Rubro Negra. E chega ao fim a série “Eu no Ônibus”, e acompanhamos um acadêmico da UCDB da saída da aula as 10:40 da noite até a sua casa, onde chegamos à meia noite!

Eu no Ônibus – Noite

Matéria para telejornal experimental Repórter UFMS. Na série Eu no Ônibus, os repórteres acompanhavam um personagem a cada período do dia até o ponto final. Desta vez, Andriolli Costa acompanha um acadêmico da UCDB, que sai às 22h40 da noite e só chega em casa uma hora e meia depois, passando por três ônibus e três terminais..

Equipe:
Andriolli Costa – Reportagem e Produção
Lucas Marinho – Câmera e Produção
Fernanda Kintschner – Produção

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  • Primeira página do artigo final da disciplina finalizada. HAha, o começo pra mim é sempre o mais difícil. Agora vai! 4 hours ago